“A maneira de viver uma vida feliz é aceitar qualquer coisa que venha e o que não vier, que não te importe” Prashanti e Vidyavati. Fácil de dizer, mas muito difícil de fazer. Lidamos com a impermanência em todos os momentos, mas de alguma forma iludimo-nos pensando que tudo ficará sempre na mesma. A nossa mente cria-nos a ilusão de que tudo permanecerá igual para sempre, nos bons e nos maus momentos. Nos bons, podemos acreditar que até dá jeito se não nos importarmos de lidar com a desilusão, quando tudo novamente mudar. Já nos maus, fará com que permaneçamos agarrados ao sofrimento que um momento menos bom, nos poderá trazer. Assim vivemos ligados à dor ou ao prazer, não despertando para a consciência que a impermanência exige de que tudo passará, até isso também passará. A morte é inevitável, não só a física, pois tudo o que um dia nasceu, um dia terá que morrer. Talvez a visão da morte como algo final nos leve à não tomada de consciência da impermanência da vida. Talvez no dia que possamos olhar para o fim, como uma transformação, deixemos de ter tanto medo de tomar consciência da impermanência da vida. Talvez nesse dia, possamos novamente voltar a viver sem medo, abraçando a dinâmica da impermanência, como sinal da própria vida. Maria Melo - Life Coach e Professora de Meditação Se gostou deste artigo faça gosto e partilhe, faça a diferença na vida de alguém.
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“Deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros” diz Moliére. Parece automático esta capacidade do Ser Humano em julgar o outro, situações ou coisas. Mas que parte nossa verdadeiramente julga? Acredito que quem julga é a mente e não a alma. Acredito que é o medo da mente, que nos faz entrar neste processo automático de tudo julgar. Na alma não existe espaço para a critica ou para o medo, na alma apenas o amor permanece. A forma como vemos o outro é provavelmente a forma como nos vemos a nós, logo quando vemos algo de diferente, o medo surge disfarçado de julgamento. Talvez na tentativa de julgar o outro estejamos apenas a querer chegar ao mais puro do que sentimos, em relação aquilo que o outro nos mostra. Algo que também é nosso e que nos pode incomodar, por isso julgamos. A importância de olhar para nós antes de olharmos o outro, trás nos a presença em nós antes de estarmos presentes no outro. Se aceitar aquilo que apenas a mim me pertence, mais facilmente irei aceitar o que é do outro. Julgar, afasta-me mais de mim do que do outro, por isso quando julgo, crio a ilusão de que me protejo do que o outro representa. Mas no fim ao julgar, alimento o medo entre o meu Ser e a minha alma. Maria Melo - Life Coach e Professora de Meditação Se gostou deste artigo faça gosto e partilhe, faça a diferença na vida de alguém. |
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